PARASITOIDES
1- Trichogramma pretiosum e T. galloi
Parasitóides de diversas pragas da ordem Lepidoptera
Devido a essa associação com inúmeras espécies de pragas da ordem Lepidoptera, esse gênero tornou-se o grupo de insetos entomófagos mais comumente usado em diversos países para o controle biológico. Sem dúvida, é hoje o parasitóide de ovos mais estudado no mundo e, atualmente, aproximadamente 18 espécies de Trichogramma estão sendo criadas massalmente em cerca de 16 países para liberações inundativas em 18 milhões de hectares.
Os insetos hospedeiros de Trichogramma estão associados a 28 espécies de plantas hospedeiras, das quais quase 80% são de importância econômica. Nos levantamentos de Trichogramma nas grandes culturas agrícolas, a sua presença tem sido mais comum em cana-de-açúcar, milho, soja e em algodoeiro. Com relação às hortaliças, o tomateiro é a cultura com o maior número de registros de pragas parasitadas por Trichogramma. Em florestas, as pragas do eucalipto têm sido as mais associadas às espécies de Trichogramma. Existe um grande potencial para sua utilização em pragas de grãos armazenados.
![]()
2- Cotesia flavipes
Parasitóide importado utilizado no controle da broca-da-cana (Diatraea saccharalis)
Cotesia flavipes foi introduzido no Brasil em 1974 e se destaca em diversos locais pela eficiência no controle de Diatraea saccharalis. Nos últimos anos, este parasitóide reduziu as perdas, que eram da ordem de 100 milhões de dólares por ano, para 20 milhões de dólares por ano, para São Paulo, devido à redução de intensidade de infestação que era próximo a 10% e que hoje está em cerca de 2%. Entretanto, esta eficiência de controle somente é observada em locais onde são feitas liberações constantes do parasitóide. No Brasil, como em outros países, a não liberação de parasitóides larvais após a redução da Intensidade da Infestação (I. I.), gerou alguns anos depois a elevação crescente deste I. I..
Com o objetivo de difundir o controle biológico, surge a BUG agentes biológicos, com o compromisso de fornecer tais parasitóides com a mais alta qualidade, com preços acessíveis e em quantidade suficiente para suprir a demanda existente no setor sucroalcooleiro.
![]()
3- Trissolcus basalis e Telenomus podisi
São vespinhas utilizadas no controle de ovos dos principais percevejos pragas da soja. As principais espécies de percevejos da soja são: percevejo verde (Nezara viridula), percevejo marrom (Euschistus heros), e percevejo verde pequeno (Piezodorus guildinii).
Os adultos desses parasitóides são vespinhas de coloração preta brilhante de aproximadamente 1mm de comprimento, que se desenvolvem de ovo a adulto dentro dos ovos do hospedeiro, completando seu ciclo num período de 10 a 12 dias. O parasitismo por estes inimigos naturais, pode ser notado facilmente pela mudança na coloração das posturas, de tonalidade clara, para escura. Logo após a emergência, as fêmeas são copuladas e saem em busca de novas posturas para colocar seus ovos. Existe uma associação preferencial de T. basalis a ovos do percevejo verde, e de T. podisi a ovos do percevejo marrom. Esses parasitóides ocorrem naturalmente na cultura da soja, parasitando os ovos dos percevejos. O objetivo do controle biológico nesse caso, é a liberação de mais vespinhas para incrementar as populações já existente, aumentando assim a eficiência no combate aos percevejos.
Nestes casos de parasitóides, o objetivo é fornecer grandes números de insetos (liberações inundativas) para que o agricultor tenha uma resposta de controle bastante rápida. É o controle biológico aplicado.
![]()















